Saúde

Uso excessivo de celulares pode ser prejudicial às crianças

Nariene da Silva Xavier
Escrito por Nariene da Silva Xavier em 14 de novembro de 2019
Uso excessivo de celulares pode ser prejudicial às crianças

O uso excessivo de celulares e tablets causam diversos problemas em crianças de até 12 anos. E o acesso delas às novas tecnologias parece não ter freios. Antes a preocupação se limitava a que as crianças não ficassem tanto tempo em frente à televisão. Hoje existe uma grande preocupação dos pais em relação ao contato que as crianças têm, inclusive os bebês, com os smartphones e tablets.

Especialistas no tema alertam sobre o risco do uso desses aparelhos por bebês e crianças. A Associação Japonesa de Pediatria começou uma campanha para restringir o uso prolongado dos celulares e tablets, sugerindo controle e mais brincadeiras entre pais e filho. O órgão ainda revela razões pelas quais crianças menores de 12 anos não devem utilizar esses aparelhos sem controle.

De outubro de 2018 até setembro deste ano, passou de 23% para 30% a proporção de crianças entre 4 e 6 anos que possuem um celular próprio. Os números surpreendentes são da pesquisa “Crianças e smartphones no Brasil” feita pelas consultorias Mobile Time e Opinion Box. A ação mapeou a relação dos pequenos com os aparelhos.

Uso excessivo de celulares e tablets: entenda os motivos para limitar o acesso das crianças

Desenvolvimento cerebral das crianças 

A exposição excessiva às tecnologias pode acelerar o crescimento do cérebro dos bebês entre 0 e 2 anos de idade. Isso, juntamente com a função executiva. O uso excessivo das novas tecnologias pode contribuir para o déficit de atenção, diminuir a concentração e a memória das crianças.

Atraso no desenvolvimento da criança 

O excessivo uso das tecnologias pode limitar o movimento e consequentemente o rendimento escolar.

Obesidade infantil 

O sedentarismo que implica o uso das tecnologias é um problema que está aumentando entre as crianças.

Alterações do sono infantil 

Os estudos revelam que a maioria dos pais não supervisionam o uso da tecnologia pelos filhos nos quartos. Isso faz com que filhos tenham mais dificuldades para conciliar o sono. 

Doença mental 

Alguns estudos comprovam que o uso excessivo das novas tecnologias tem aumentado as taxas de depressão e ansiedade infantil, distúrbios do processo de vinculação entre pais e filhos.

Condutas agressivas na infância 

A exposição das crianças a conteúdos violentos e agressivos pode alterar a conduta. As crianças imitam tudo e a todos.

Vício infantil 

Os estudos demonstram que 1 em cada 11 crianças são viciadas às novas tecnologias.

Muita radiação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os celulares como um risco na emissão de radiação. As crianças são mais sensíveis a esses agentes e existe o risco maior de contrair doenças como o câncer. 

Superexposição 

A constante e superexposição das crianças à tecnologia as tornam vulneráveis, sujeitas a serem exploradas e expostas a abusos. 

Os especialistas concordam que ficar horas conectadas ao celular ou tablet é prejudicial ao desenvolvimento das crianças. Os estudiosos acreditam que geram crianças mais passivas e que não sabem interagir ou ter contato físico com outras pessoas.

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