Saúde

Vacina contra o coronavírus: entenda como deve funcionar

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 15 de julho de 2020
Vacina contra o coronavírus: entenda como deve funcionar

A vacina contra o coronavírus, desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, começou a ser testada em voluntários brasileiros em junho. O Brasil foi escolhido para receber a pesquisa devido ao alto número de casos da doença.

Segundo Mauricio Zuma, diretor da Bio-Manguinhos, unidade de imunizantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), “dificilmente a vacina chegará aos postos de saúde ainda no fim deste ano“. Isso porque o produto depende de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Entretanto, no acelerado “ritmo covid“, como qualificou Sue Ann Costa Clemens, cientista que coordena os testes da vacina de Oxford no Brasil, as fases de testagem têm sido sobrepostas, de forma que o primeiro relatório de eficácia deve sair em outubro, o que permitirá a fabricação antecipada no Reino Unido.

E, dessa forma, a vacina chegaria em dezembro no Brasil. Assim, a fórmula virá pronta de Oxford para Bio-Manguinhos, que, numa primeira etapa, dará início ao processamento final. E, depois, haverá a embalagem de 30,4 milhões de doses em dois meses (dezembro e janeiro). Em seguida, haverá a produção de outras 70 milhões doses.

A saber, antes da etapa atual, a fórmula já foi injetada em animais, nos testes pré-clínicos, e em humanos, nas fases um e dois, quando se testa sobretudo a segurança do imunizante. Na terceira fase, por fim, o que se precisa analisar é a eficácia da vacina. E, para que a eficácia possa ser comprovada, os voluntários precisam estar expostos ao vírus. Isto explica a escolha de profissionais de saúde atuando em meio à pandemia, com idade entre 18 e 55 anos.

Acredita-se que o imunizante precisará alcançar a eficácia de no mínimo 70% para ser aprovado. Em outras palavras, de cada 100 indivíduos, ao menos 70 teriam que ficar protegidos da doença.

Aplicação da vacina contra o coronavírus

De acordo com a infectologista Lessandra Michelin, diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o esquema de vacinação deve focar em um grupo muito similar ao que recebe as injeções contra a gripe na rede pública. “Ao menos essa é a previsão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa“, informa.

Ou seja, idosos, crianças, grávidas, profissionais da saúde, indígenas, professores e doentes crônicos. Bem como pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional e caminhoneiros receberão a dose primeiro. Isto porque, essas pessoas têm um maior risco de complicações da covid-19, ou uma probabilidade especialmente alta de entrar em contato com o vírus.

Ademais, conforme mais doses forem produzidas no Brasil, as autoridades devem ampliar o acesso a mais gente.

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