Aplicativos de GPS deverão informar sobre áreas de risco

Os aplicativos de GPS, tais como Waze e Google Maps, deverão passar a informar os usuários sobre áreas de risco na cidade. É o que prevê a nova lei sancionada na última terça-feira (08/01), pelo prefeito Marcelo Crivella, de acordo com a nova lei os alertas deverão ser sonoros e notificações deverão ser enviadas aos usuários.

O texto de autoria da vereadora Rosa Fernandes (MDB) considerada áreas de risco, os locais onde há alto número de conflitos. Além disso, também são consideradas as áreas com o maior índice de roubos e furtos. O texto foi aprovado pela câmara de vereadores e sancionado pela prefeitura. Isso, embasado com informações colhidas junto a Secretaria de Segurança Pública e entidades públicas e privadas que estudam esse assunto.

Em entrevista concedida ao Jornal Extra, a vereadora Rosa Fernandes ressaltou que: “O projeto foi criado graças a motivação pela possibilidade de oferecer mais segurança as pessoas. Muitas vezes o aplicativo sugere um caminho mais curto, que nem sempre é o mais seguro. É uma forma de sinalizar as áreas de confronto, segundo estatísticas da violência urbana, que podem ser ou não comunidades. Hoje os tiroteios acontecem em qualquer lugar. Seria uma forma de alertar o motorista da incidência de registros nos lugares.”

Ausência de informações em aplicativos pode ter contribuído para homicídios

Dezembro de 2016, o turista italiano Roberto Bardella (52) foi assassinado por traficantes do Morro dos Prazeres em Santa Teresa. Bardella e o primo Rino Polato, de 59 anos, conduziam duas motocicletas e entraram na comunidade por engano. Eles seguiam as informações do GPS da moto que estavam conduzindo.

Junho de 2016: Um casal, seguindo as informações do GPS do veículo em que estavam, entrou por engano na Vila do João, no Complexo da Maré. O sargento do Exército, Claudio Antônio de Moura Prestes, e sua esposa, Maria Lucila Barbosa de Araújo, foram alvo de disparos de traficantes do local. O veículo foi atingido por cinco disparos, a mulher, Maria Lucila, acabou tendo um ferimento na perna devido aos disparos.

Outubro de 2015: Um casal que se deslocava do Rio para Niterói foi atacado por criminosos da comunidade do Caramujo em Niterói. Regina Stringari Múrmura, de 70 anos, acabou sendo assassinada. De acordo com a Polícia Militar, ao saírem da capital, com destino a Niterói, o endereço de destino era a Avenida Quintino Bocaiúva, em São Francisco, no entanto, o endereço informado pelo aplicativo acabou conduzindo o casal a Rua Quintino Bocaiúva, dentro da favela do Caramujo.

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