Delegacia de combate a crimes raciais será inaugurada em dezembro no Rio

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), será inaugurada em dezembro no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito na última sexta-feira (23/11) pelo Secretário de Estado de Segurança, Gen. Richard Nunes. Isso, durante o lançamento do Dossiê Criança e Adolescente 2018 do Instituto de Segurança Pública (ISP).

De acordo com o Secretário, a Decradi será instalada na Rua do Lavradio, na Lapa, no centro do Rio. O órgão funcionará no mesmo prédio onde estão as delegacias da Criança e Adolescente Vítima, e de Proteção a Criança e ao Adolescente.

Segundo secretário, delegacia irá investigar crimes de intolerância e racismo

“Vamos instalar a Decradi para investigar crimes de natureza racial ou de intolerância religiosa, o que vai fazer daquilo ali uma grande central de proteção de vulneráveis. Ela vai atuar de acordo com o que foi previsto em lei para investigar e coibir a prática desses crimes de intolerância, que são inadmissíveis em uma sociedade livre e democrática.” Afirmou o General Richard Nunes.

Ainda de acordo com o secretário, o número de mortes violentas vem caindo com as ações implantadas pelo Gabinete de Intervenção Federal. Isso também inclui as operações de combate a roubo de cargas e de veículos.

Quando questionado sobre a reestruturação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), Richard Nunes explicou que o trabalho já foi feito em sete das 38 unidades existentes e que, até o fim do ano deverá chegar a 18. Além disso, o secretário afirmou que: “Algumas UPPs estão sendo transformadas em companhias destacadas, enquanto outras passam por redimensionamento da estrutura. Assim sendo, também está ocorrendo a melhora da articulação entre as unidades, para prestação mútua de apoio entre as que ocupam áreas mais próximas.”

Da mesma forma, o secretário complementou ao afirmar o seguinte sobre as UPPs: “Queremos redimensionar o patrulhamento nessas áreas, evitando aquele atrito constante, aquela convivência nem sempre harmoniosa entre unidades de polícia pacificadora, que se afastaram dos objetivos iniciais, e comunidades que não estavam preparadas para recebê-las. Estamos rearticulando isso tudo, e as UPPs que permanecerem serão reforçadas, como fizemos hoje de manhã na Providência, e aquelas que estão sendo rearticuladas vão proporcionar muito melhores condições á polícia de cumprir o seu papel.”

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