Imóveis ilegais na Muzema ainda estão à venda

Os imóveis ilegais na Muzema, Zona Oeste do Rio, permanecem à venda através da milícia. Mesmo com o desabamento de dois prédios em 12 de abril deste ano, o qual terminou com 24 pessoas mortas, diversas construções ilegais continuam sendo erguidas na região. A Muzema é área de preservação ambiental e, por isso, as construções são irregulares.

Em denúncia feita pela Rede Globo, a milícia desenvolveu formas de não despertar a atenção dos fiscais e dificultar a demolição dos nos novos prédios. Esses, que segundo a denúncia, são construídos na Muzema, Tijuquinha, Anil e também em Rio das Pedras.

Os anúncios dos imóveis ilegais na Muzema são encontrados na internet, semelhante aos que eram vendidos na região da Muzema. Mas a Secretaria Municipal de Urbanismo declarou que intensificou a fiscalização e que depende de apoio das forças de segurança. Disse ainda que enfrenta a resistência de moradores que entram na Justiça para impedir as demolições.

A Polícia Militar disse que faz repressão no caso de construções ilegais quando recebe denúncias e quando é acionada pelos órgãos de fiscalização. Já a Polícia Civil informou que abriu dois inquéritos sobre as obras ilegais e está investigando os casos.

Suspeito de venda de imóveis ilegais na Muzema se entrega

No dia último dia 24 de maio, Jorge Alberto Moreth, conhecido como Beto Bomba,  se entregou a polícia. Segundo informações da Polícia Civil, ele optou por se entregar aos agentes depois da realização de ações policiais sigilosas em vários pontos da cidade.

Moreth foi um dos alvos da Operação Intocáveis, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil em janeiro. O objetivo da ação era prender 13 suspeitos. Eles são de uma organização criminosa que age nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e região.

Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), policiais ainda conduzem ações reservadas em busca de foragidos. Nessa lista está o o ex-capitão da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega. Ele também é apontado como chefe da organização criminosa Escritório do Crime, que atua em Rio das Pedras. Outros suspeitos ainda estão sendo identificados ao longo das investigações, que permanecem em andamento.

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