Marielle: testemunha afirma que miliciano se encontrava com vereador

O caso Marielle ganhou um novo desdobramento com o depoimento de
Renato Nascimento dos Santos, o Renatinho Problema. De acordo com informações do jornal O Globo no último dia 16, a testemunha revela o que levou o miliciano Orlando de Curicica, suspeito de envolvimento no crime, para reuniões com o vereador Marcello Siciliano (PHS), por pelo menos quatro vezes.

Ele é ex-policial militar e foi preso no último dia 18 de dezembro. Além disso, é suspeito de estar dentro do carro no momento em que foram disparados tiros contra o carro de Marielle. Entretanto a justiça o considerou inocente no caso. No entanto, ele é apontado como integrante da milícia de Orlando de Curicica, citado por testemunhas como mandante do crime.

Depoimento foi incluído ao inquérito do caso Marielle

O depoimento foi incluído em um dos 28 volumes do inquérito aberto para apurar o crime. Para a polícia, o acusado revelou que era motorista do miliciano e o levava até a empresa Martinelli Imóveis e a casa do vereador Marcello Siciliano, esse também suspeito de participação no crime.

Antes do depoimento prestado por Renatinho, a única evidência que apontava ligações entre Orlando e Siciliano era a delação de um ex-integrante da milícia. Na ocasião foi dito que, em junho de 2017, viu o vereador em um restaurante com o miliciano. O parlamentar teria, na ocasião, reclamado de Marielle e solicitado ao miliciano que “resolvesse o problema”.

Testemunha-chave afirma que Siciliano estaria revoltado com atuação de Marielle

No entanto, Siciliano disse à polícia que os dois só se conheciam “de vista” e negou que tenha conversado com Orlando. Embora pudesse ter apertado a mão do miliciano em algum momento, devido a sua atividade como parlamentar. Segundo uma testemunha-chave, o vereador teria dito a Orlando, a seguinte frase: “Tem que ver a situação da Marielle. A mulher está me atrapalhando.” E teria dado um soco na mesa e gritado em seguida: “Marielle, piranha do Freixo.”

Na última terça-feira (15), em declaração a imprensa o vereador voltou a dizer que está “revoltado”. Da maneira que está sendo exposto “sem qualquer prova” de seu envolvimento no caso. Siciliano afirmou ainda que, quem tenta liga-lo ao assassinato de Marielle e seu motorista é uma pessoa “sem credibilidade” e um “criminoso confesso”.

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