PM usará programa de reconhecimento facial no carnaval do Rio

A Polícia Militar vai usar um programa de reconhecimento facial e de placa de veículos já a partir do Carnaval deste ano em Copacabana. A medida foi anunciada na última quarta-feira (30) pelo secretário de Estado da Polícia Militar, Coronel Rogério Figueiredo de Lacerda.

Segundo Lacerda, o projeto é resultado de parceria entre as secretarias de Polícia Militar e Polícia Civil, Detran, Prefeitura do Rio de Janeiro e a Oi. Esse programa foi concebido a partir de um software desenvolvido pela própria Oi.

Operando de maneira integrada as câmeras instaladas em Copacabana, o software fará o envio de informações online para uma central que ficará instalada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). As imagens coletadas, seja de placas de veículos, ou de rostos humanos, serão analisadas por operadores que utilizarão os bancos de dados da Polícia Civil (este, apenas em caso de reconhecimento facial) e do Detran. Além disso, o programa poderá mais a frente vir a ser utilizado em outros bairros, desde que possuam câmeras.

Secretário destaca a importância da aplicação do reconhecimento facial

“Numa blitz ou mesmo num bloco, poderemos detectar de forma imediata a presença de um criminoso ou de um carro roubado”, explica Lacerda. Do mesmo modo, o secretário também ressaltou que o programa deverá ser implantado praticamente a custo zero para o Governo do Estado.

Além da tecnologia de reconhecimento facial, PM passará a usar tablets para pequenos casos

Do mesmo modo, outra novidade anunciada pelo secretário de Estado da Polícia Militar, com o alinhamento entre tecnologia e segurança pública, será implantada na Ilha do Governador, a princípio, trata-se de um projeto piloto. Esse projeto consiste em registros de ocorrências de baixo potencial ofensivo, esse tipo de ocorrência passará a ser feito pelos policiais militares do 17° BPM (Ilha) em um tablet, e do local do fato será enviado para a delegacia responsável, nesse caso a 37ª DP (Ilha).

Em casos de gravidade menor, tais como, pequenos furtos, desentendimento entre vizinhos, entre outros, não será mais necessário conduzir os envolvidos à delegacia, e consequentemente ter de esperar o registro. Os policiais responsáveis por atender a ocorrência enviarão esse registro via plataforma digital, que estará interligada ao sistema da Polícia Civil e do batalhão responsável.

Assim sendo, os policiais militares, que participarão do projeto piloto, estão sendo treinados na Academia de Polícia Civil para que o projeto entre em atividade. Existe uma promessa de que em menos de 30 minutos o registro de ocorrência esteja concluído. Dessa forma, os policiais estarão rapidamente liberados para patrulhamento das ruas. Atualmente, para que se faça um registro de ocorrência, independente de gravidade do fato, é feito geralmente em duas horas.

“Os estudos mostram que 68% das ocorrências são de baixo potencial ofensivo ou as chamadas assistenciais. Esse projeto vai dinamizar o policiamento e será replicado em todo o Estado, na medida em que passarmos a dominar todo o sistema”. Afirmou o Coronel Lacerda salientando a importância do projeto.

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