Vírus mayaro já é encontrado no RJ, diz estudiosos da UFRJ

O vírus mayaro é uma espécie de ´primo`da chikungunya e, de acordo com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi descoberta sua presença no Rio de Janeiro.

As reações desse novo vírus são as mesmas da chikungunya. São elas:
febres e intensas dores musculares e articulares que podem se se prolongar por muitos meses. Igual ao vírus da febre amarela, o mayaro também existia apenas em áreas silvestres amazônicas. O mayaro é transmitido pelo
Haemogogos.

Vírus mayaro não é surpresa para pesquisadores

A descoberta do novo vírus no Rio, não foi surpresa para os pesquisadores da UFRJ “Recebíamos amostras de sangue de pessoas atendidas pelo SUS com sintomas de chikungunya. Ao fazermos os testes para essa doença, os resultados de algumas delas eram sempre negativos. Como os indivíduos infectados apresentavam dores musculares muito fortes, bastante parecidas com as provocadas pela chikungunya, começamos a desconfiar da presença do mayaro no Rio. Agora, depois da pesquisa, podemos afirmar que ele está aqui” . Foi o que apontou um responsável pela descoberta, o coordenador da Rede Zika da UFRJ, Rodrigo Brindeiro.

O estudo ainda revelou que três moradores de Niterói, Região Metropolitana, foram infectados pelo mayaro. Segundo os pesquisadores, nenhum deles colocou os pés na Amazônia. Ainda segundo eles, com o tempo o mayaro pode se adaptar mais e ser transmitido pelo
 Aedes aegyptiquanto pelo pernilongo – Culex. Esses dois são bastante comuns no Rio de Janeiro, e agora, pode aumentar o risco de epidemia.

Ainda não existe tratamento específico para a febre mayaro. O que os médicos indicam é que pacientes fiquem em repouso, com o uso de analgésicos ou drogas anti-inflamatórias apenas para amenizar os sintomas.

O Ministério da Saúde ressaltou em nota que: “não há registro recente de casos da febre mayaro no país, nem registro da doença no estado do Rio de Janeiro. Contudo, a pasta ressalta que o diagnóstico de mayaro pode ser confundido com o de chikungunya. É importante destacar que as informações concedidas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tratam-se de ‘casos’ identificados em atividade de pesquisa, realizada no ano de 2015”.

Deixe uma resposta