Tecnologia

Primeiro satélite 100% nacional é lançado ao espaço

Bruno Albuquerque
Escrito por Bruno Albuquerque em 11 de março de 2021
Primeiro satélite 100% nacional é lançado ao espaço

O primeiro satélite 100% nacional, chamado Amazônia 1, foi lançado na madrugada do dia 28 de fevereiro na Índia e tem como objetivo monitorar a Amazônia. A aparelhagem foi projetada com recursos de origem totalmente brasileira e o lançamento ocorreu às 1h54. A decolagem aconteceu no Centro Espacial Satish Dhawan (SDSC) na ilha de Sriharikota, no estado indiano de Andra Pradesh.

A produção é responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espacial (Inpe), que trabalhou no projeto nos 13 anos longos de desenvolvimento. Após o lançamento, o objetivo é a vigilância espacial do território brasileiro, e, principalmente, a área que abrange a Amazônia. Ele poderá fotografar em alta definição locais costeiros e reservatórios aquíferos. Entretanto, a ênfase principal estará no monitoramento das queimadas, que em 2020 marcaram os maiores números da história.

Celso Sánchez, biólogo e professor da Unirio, afirma que em tempos onde a ciência sofre com o retrocesso no país, é importante momentos onde a ciência é soberana. Mas, o biólogo reitera que já existem equipamentos no espaço para os mesmos fins.

Polêmica no satélite nacional

O primeiro satélite 100% nacional teve um orçamento de quase 50 milhões de reais. Embora a engenhoca já tenha gerado algumas imagens, uma decisão da PF poderá fazer que ela não seja mais utilizada. A polícia federal decidiu usar imagens fornecidas pela Planet Labs, uma empresa localizada no estado da Califórnia (EUA). O Inpe era responsável pelo envio dessas imagens para monitoramento há mais de 40 anos.

Em entrevista, Celso Sánchez fala sobre o risco existente da contratação de uma empresa privada na obtenção dessas imagens. Ele diz que isso prejudica nossa soberania nacional, além de que afeta a transparência dos dados divulgados pelos órgãos reguladores.

A decisão, que retira o poder de obtenção de imagens do Inpe, chegou ao Tribunal de Contas da União (TCU), que por um momento, suspendeu a contratação por medida cautelar. Contudo voltou atrás, revogando a decisão tomada anteriormente.

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