Tecnologia

Investigação contra o Google é realizada no Brasil

Nariene da Silva Xavier
Escrito por Nariene da Silva Xavier em 20 de setembro de 2019
Investigação contra o Google é realizada no Brasil

A investigação contra o Google (empresa de tecnologia) foi aberta pelo Ministério da Justiça do Brasil por violação de privacidade e divulgação de dados de menores de idades para propagandas dirigida. 

O Departamento de Defesa do Consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) abriu a investigação contra o Google por “suposta coleta de dados de crianças e adolescentes, usuários do YouTube (Google), sem o conhecimento dos pais”, como objetivo de “autorizar publicidade dirigida”. 

Os registros coletados envolveriam a localização dos usuários, o tipo de aparelho utilizado e o número do telefone. O Ministério da Justiça do Brasil deu ao Google 10 dias para responder ao requerimento. Segundo a Agência Brasil, a empresa quando foi questionada sobre o caso disse que não tem “nada a declarar”. 

Investigação contra o Google gera multa de US$ 170 milhões, entenda:

A multa está relacionada com a acusação de exposição dos menores de idade a conteúdos inapropriados. Além de colher informações dos usuários sem a permissão de seus pais. 

O acordo do YouTube é recorde quando relacionado as multas de proteção da privacidade infantil. Para o Google, o valor é pequeno quando comparado com o lucro de US$31 bilhões.  

Em nota, o diretor da agência federal para a defesa do consumidor (FTC, em inglês), Joe Simons, informou que a plataforma de vídeo foi beneficiada com as informações das crianças. 

“O YouTube se beneficiou de sua popularidade entre crianças (para negociar) com companhias que eram possíveis clientes. Contudo, quando se tratava de respeitar a lei, a empresa se negou a reconhecer que parte de sua plataforma estava claramente destinada a crianças. Não há desculpas para a violação da lei por parte do YouTube”, disse Simons. 

Em entrevista para o jornal NSC total, a advogada do Programa Criança e Consumo do Instituto Alana, Lívia Cattaruzzi, o acordo apenas garantiu o cumprimento da lei que já deveria ser uma prática na plataforma. A despeito de fixar o respeito à lei, a advogada alerta que continuam problemas no serviço de vídeos, como o fato das crianças estarem expostas a conteúdos impróprios e a existência de publicidade velada.

— A plataforma não é feita para criança, mas elas usam indiscriminadamente e vão continuar expostas a anúncios. O que vai mudar é que não vai mais ter monetização de conteúdos infantis. A criança vai continuar se deparando com conteúdos impróprios e vai continuar expostas a vídeos patrocinados por empresa, especialmente nos canais kids. No meio dos vídeos seguirão inserindo publicidade de forma velada — disse.



 
 

Hey,

o que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quem Somos

“Nosso foco é informar com senso crítico tudo o que existe de mais importante na área da segurança, saúde, emprego e do ir e vir do cidadão brasileiro.”