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Open Banking visa mudar o sistema financeiro do Brasil

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 27 de outubro de 2020
Open Banking visa mudar o sistema financeiro do Brasil

O Open Banking é um sistema que permite que outras empresas e serviços acessem os dados do clientes (com a autorização explícita). Dessa forma, os dados bancários pertencem aos clientes e não às instituições. O Open Banking será implementado em quatro fases após o Pix. Primeiro, será feito o compartilhamento de dados das instituições financeiras; depois, dos dados cadastrais dos clientes, mediante autorização; e por fim, de posse desse histórico, as instituições vão poder conceder melhores ofertas.

Segundo o Banco Central (BC), o consumidor ganhará autonomia na gestão dos recursos e a oferta dos serviços será mais ágil, segura e totalmente digital. Para Raul Moreira, diretor executivo de Open Banking do Banco Original, a novidade fará do Brasil um dos países mais modernos do mundo, com sistema financeiro à frente até dos Estados Unidos.

Com o Open Banking o consumidor só terá conta num grande banco se estiver satisfeito. Porque tudo será compartilhado e ele poderá fazer tudo em um banco digital ou uma fintech. Acredito que no primeiro semestre de 2021 devemos ter um novo mercado“, completa o diretor executivo.

Além disso, os clientes que têm conta em mais de um banco não vão mais precisar ter tantos aplicativos instalados no celular. Dentre as novidades, está a possibilidade das instituições se transformarem em agregadores. Isto é, se um cliente tem mais afinidade com a plataforma de um banco, poderá escolher movimentar a partir dela o dinheiro depositado em outros bancos ou corretoras.

Como funciona o Open Banking

Luiz Fabbrine, líder de finanças da consultoria Bip, explica que “quem oferta esse serviço passa a ter acesso a mais dados do cliente, conseguindo customizar as ofertas para as necessidades dele“.

Até mesmo empresas de outros ramos, como varejo, telecomunicações, energia e consumo vão poder assumir esse papel. O aplicativo de organização de finanças Guia Bolso, por exemplo, que já concentra informações de vários bancos, poderá ser usado para fazer as próprias movimentações: sejam pagamentos, transferências, ou até empréstimos.

O cliente ganha uma plataforma para integrar seus dados e gerenciar melhor seus gastos, além do acesso a produtos selecionados de acordo com o seu perfil, e o Guiabolso ganha por ter maior visibilidade sobre sua vida financeira“, diz Thiago Alvarez, CEO do Guiabolso.

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