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Pride Bank: banco digital possibilita uso de nome social

Suellen Christine Sales da Silva
Escrito por Suellen Christine Sales da Silva em 7 de setembro de 2020
Pride Bank: banco digital possibilita uso de nome social

O Pride Bank tem como objetivo atender os clientes sem discriminação. Bem como, respeitar à orientação sexual e identidade de gênero de seus correntistas. E assim, um dos diferenciais do banco digital, é usar o nome social impresso no cartão.

Em parceria com a Digital Banks, Maria Fuentes e Alexandre Simões criaram o Pride Bank. O banco digital iniciou suas operações em novembro do ano passado, mas apenas para convidados. Somente em agosto deste ano, a empresa abriu para novos clientes, sem a necessidade de convite. Atualmente, são mais de 9 mil correntistas.

Os cartões de crédito, oferecidos pelo Pride Bank, são pré-pagos e têm bandeira Mastercard. Assim, o cartão é acessível àqueles que têm restrição no CPF, tendo a possibilidade de ter o nome social registrado no cartão. O que evita, por exemplo, os constrangimentos para transexuais ou travestis.

Carlos Alberto Policarpo, correntista do Pride Bank, que trabalha como drag queen há 43 anos, diz que escolheu colocar no cartão de crédito o seu nome social: Kaká Di Polly. “Eu me senti bem em saber que o meu nome social está sendo respeitado e que eu posso usá-lo. Achei fantástico, fenomenal“, declarou.

Ademais, Márcio Orlandi Júnior, CEO da instituição financeira, diz que o banco digital deverá implantar em breve uma máquina de pagamentos, empréstimo pessoal e financiamentos. Bem como oferecer plano de saúde aos correntistas.

Pride Bank apoia projetos e instituições que apoiam o público LGBTQI+

Além do negócio em si, a proposta do banco digital é reverter parte dos ganhos a causas sociais e iniciativas LGBTQI+. Dessa forma, junto do Pride Bank foi criado o Instituto Pride, que recebe 5% da receita bruta gerada pelo banco.

O instituto apoia, atualmente, as casas Arouchianos e Branda Lee, a rede Família Stronger, o fundo social Elas e a ONG EternamenteSOU, que é um centro de convivência para idosos LGBTQI+. 

E, para garantir transparência em todo o processo de investimento em causas sociais, o Pride Bank firmou parceria com a Welight, empresa de tecnologia social. Esta, oferece abertamente ao público, visibilidade completa de como cada centavo foi distribuído e aplicado em cada causa social. Isto, através da tecnologia desenvolvida em blockchain.

Ademais, a receita revertida as instituições vem do pacote de serviços, com valores que vão de R$ 9,99 a R$ 39,99 nas contas de pessoas físicas e de R$ 29,99 a R$ 149,99 para pessoas jurídicas.

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