Tecnologia

Tecnologia impacta o futuro do trabalho, aponta pesquisa

Karen de Souza Venancio
Escrito por Karen de Souza Venancio em 10 de fevereiro de 2021
Tecnologia impacta o futuro do trabalho, aponta pesquisa

De acordo com a pesquisa “Futuro do Trabalho”, realizada pelo Fórum Econômico Mundial em outubro de 2020, o trabalho que imaginávamos para o futuro já é uma realidade. Isto, porque é cada vez mais presente o uso intenso da tecnologia, as exigências cognitivas e relacionais e a ênfase na sustentabilidade e responsabilidades empresarial.

De acordo com o conselheiro de carreira para estudantes dos cursos de Pós-graduação da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Augusto Dutra Galery, a tecnologia irá transformar radicalmente como diversas profissões serão executadas. O que pode vir a ocasionar a extinção de muitos empregos e o aumento da lacuna entre quem tem acesso à educação superior e quem não tem.

“É preciso ter cuidado, pois tudo indica que o número de empregos tenderá a diminuir e a se sofisticar, o que leva a uma necessidade de investimentos em uma boa educação, que capacite para o desenvolvimento científico, habilidades sociais e o uso da tecnologia, de forma a que as pessoas possam estar prontas para a complexidade do mercado futuro”, alerta Augusto Dutra, em entrevista ao jornal O Dia.

Quais empregos vão desaparecer?

Para Augusto, há um certo exagero em relação ao desaparecimento de certas profissões. “Essa é uma discussão que precisa ser feita com cuidado. O que acontecerá mais provavelmente é que essas profissões sejam reformuladas para se adequar ao avanço da tecnologia e a outras mudanças sociais em curso.”, explica Galery.

Na avaliação do especialista, profissões que sejam exclusivamente repetitivas terão mais chances de serem reformuladas. “Toda atividade que pode ser colocada em um script e não necessite de alguém para usar criatividade ou tomar decisão tem chance de ser robotizada. O risco é maior quanto mais simples a atividade é”, opina.

Quais áreas estão em alta?

Apesar do desemprego ainda estar em taxas recordes, a retomada lenta da economia e a perspectiva de vacinação em massa da população contra a Covid-19 impulsionam a retomada gradual do mercado de trabalho em 2021, segundo especialistas.  

Além disso, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os índices já demonstram o aumento no número de vagas desde julho de 2020. De acordo com Fernanda Morette, CEO da empresa de recrutamento Catho, em entrevista ao G1, as demandas ocasionadas pela pandemia devem alavancar as oportunidades em áreas como saúde, e-commerce, marketing digital e tecnologia.

Como se preparar para o mercado de trabalho, então?

Com diversas mudanças no mercado de trabalho, pode parecer um grande desafio se adaptar a um futuro mais automatizado e dependente das novas tecnologias. No entanto, o Dialogado separou algumas dicas  da especialista em RH, Denise Asnis, que também é fundadora da Taqe, uma plataforma de recrutamento e seleção digital.

Para ela, é preciso trabalhar o autoconhecimento. “Os profissionais devem ficar atentos a estes movimentos de mercado e trabalhar no autoconhecimento. Acreditamos que este seja o ponto de partida para que a escolha pela profissão seja mais acertada. Tanto na busca do primeiro emprego, como em mudanças de carreira ao longo de sua vida profissional”, explica Denise.

Já para os profissionais que não possuem o perfil tecnológico, a sugestão é sempre se manter atualizado. Isto, independente da área. “As empresas estão na busca de candidatos que possam atender perfil das demandas atuais e futuras, uma das dicas é se capacitar na chamada alfabetização digital e desenvolver as tais soft skills, e a competência de aprender a aprender e como demonstramos nossas competências comportamentais são ações que podem apoiar enormemente a empregabilidade”, conclui a especialista.

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